Por onde não começar

trabalhoParabéns. Querer começar já é um excelente princípio. No “Aprender”, o passo do Faz+ que chega na próxima semana, são fornecidas várias ferramentas e dicas de como podemos dar os primeiros passos para sermos agentes de mudança activos e fazermos algo para melhorar a nossa vida e a dos outros. Mas ainda neste primeiro passo talvez seja importante dar a conhecer por onde não começar. Por onde não ir. Que desculpas não dar. 

Jeff Haden escreve para a revista Inc. e aprendeu tudo o que sabe sobre negócios e tecnologia trabalhando no terreno. Escreveu um breve artigo intitulado “15 Worst Excuses Not to Be an Entrepreneur” em Junho de 2012, que aqui fica, traduzido, por se tratar de uma lista de bastante relevância
para o contexto da plataforma.

15 piores desculpas para não ser empreendedor

“É provável que uma das suas desculpas seja a de que não tem tempo suficiente — por isso vamos lá despachar isto:

1. Tenho demasiado medo.

Junte-se ao clube. Todo o empreendedor tem medo.

Por isso tem uma escolha: Deixar que os seus medos o impeçam de avançar… ou usá-los como combustível para fazer o que for necessário para ter sucesso.

A complacência é o inimigo do sucesso e, felizmente, o medo afasta a complacência.

2. Não tenho os contactos certos.

Entre websites de empresas e redes como o LinkedIn, Facebook, Twitter e outras plataformas de media sociais, você pode chegar a quase qualquer pessoa tirando o Papa e talvez Bono. Na verdade, algumas pessoas são surpreendentemente acessíveis (talvez seja esse o segredo do seu sucesso!).

Claro que podem não responder. Se não responderem, provavelmente a culpa é sua.

Comece em pequeno. Comece num nível possível. Construa a base. Uma boa rede de contactos é como uma pirâmide com uma base larga, não uma estreita linha vertical que vai directa ao topo.

E nunca se esqueça que quanto mais influente for a pessoa, mais requisitada também será. Tenha um bom motivo para estabelecer contacto, dê antes de esperar receber, e talvez fique surpreendido com quem responde.

3. Já é demasiado tarde.

Sim, Steve Jobs já inventou a interface gráfica e o rato de computador, mas a Xerox também já o tinha feito. Mark Zuckerberg não foi o primeiro em media sociais. E a lista continua. A inovação não consiste em inventar uma coisa única; algumas das mais bem sucedidas empresas baseiam-se em refinar ideias e inovações já existentes.

Só é demasiado tarde se você não estiver disposto a ser melhor, mais rápido, mais forte ou mais barato do que seja quem for que já lá tenha chegado antes.

4. Ninguém me dá ouvidos.

As pessoas ouvem qualquer coisa que seja divertida, interessante, sentida, engraçada, chocante, informativa, emocionante, estúpida, satírica, controversa, triste, ridícula, sensual…

Se não consegue que ninguém lhe dê ouvidos, o problema não são as pessoas. O problema é você.

O que você diz é irrelevante; mude a sua mensagem para que ela signifique algo para as pessoas a quem quer chegar.

Aí eles vão ouvir.

5. Não tenho o dinheiro.

Como David Lavinsky, fundador da Growthink, disse, ser empreendedor é a arte e a ciência de conseguir fazer mais com menos — menos dinheiro, menos pessoas, menos tempo, etc.

Encare-o: você nunca, mas nunca vai ter dinheiro ou crédito “suficientes”. Nunca. Se não tem dinheiro suficiente para lançar o seu negócio como o planeou, então mude o seu plano.

Nem sempre pode controlar o que tem, mas pode controlar o que escolhe fazer com o que tem.

6. Não tenho tempo.

Toda a gente tem a mesma quantidade de tempo. A única diferença é o que estamos dispostos a fazer com ele.

Se estivesse preso debaixo do chão e só tivesse 24 horas de oxigénio, não desperdiçaria tempo a passar os olhos no seu feed do Twitter ou a falar com os amigos no chat, ou sequer a passar algum tempo “consigo próprio” em frente à TV. Daria tudo por tudo para escavar o seu caminho dali para fora, sem gastar um único segundo.

Aplique o mesmo nível de importância e urgência ao que quer fazer e o seu horário ficará muito mais límpido. Encontrar o tempo é sempre uma questão de quão apaixonadamente nos envolvemos com os projectos.

7. Não tenho as capacidades técnicas.

Não há problema. Vá aprender. Vá à escola. Leia um livro. Leia 10 livros. Fale com amigos. Arranje um trabalho em part-time num pequeno negócio da área. Arranja um trabalho em part-time numa área completamente diferente!

Encontre alguém que tenha feito o que você quer fazer e ofereça-se com trabalho voluntário em troca da oportunidade de aprender.

Parece-lhe difícil? Um preço demasiado alto a pagar? Ou só injusto? Então aceite que não tem as capacidades técnicas e pare de se queixar.

Capacidades e conhecimento são ganhas, não dadas.

8. Não tenho nenhuma ideia brilhante.

Sonhar com qualquer coisa nova é muito, muito difícil.

Reagir a algo que já existe é muito, muito fácil.

Dê uma volta e queixe-se (para si próprio). Verá mil e um problemas que precisam de soluções. Essas soluções são ideias.

Ou dê uma volta pelo seu local de trabalho e repare também em problemas. Depois queixe-se e proponha-se para os resolver. Há imensos problemas que pode resolver.

“Novo” é difícil imaginar. “Melhor” é bem mais fácil.

Mais uma vez, a maioria das empresas baseia-se em “melhor”, não em “novo”.

9. Não posso correr esse risco.

Qualquer risco que corra hoje em dia, é um risco que de pode recuperar facilmente. Com o tempo, consegue recuperar praticamente qualquer problema, precalço ou até falhanço, e recuperar muito mais forte, inteligente e melhor equipado para ter sucesso na próxima vez que tentar.

Se nunca tentar, tudo o que lhe resta são remorsos: quando for velho e grisalho e olhar para a sua vida em retrospectiva vai pensar, “O que será que podia ter acontecido se eu…”

Esse é o único risco que não deve querer arriscar.

10. Sou melhor a planear do que a executar.

Não é, não. É só demasiado preguiçoso para fazer o trabalho a sério. Ou então acha que já fez a sua parte. Ou então acha que é bom demais para pôr mãos à obra.

Ou então — escolha a sua desculpa.

Todos os empreendedores de sucesso que conheço sabem, e muitas vezes fazem-no quando necessário, arregaçar as mangas e trabalhar mais do que qualquer pessoa à sua volta. (Essa é uma das razões pelas quais têm tanto sucesso.)

Não precisa de uma qualquer qualidade exímia inata na execução; tudo o que precisa é de disciplina.

11. Não consigo parar até estar completamente perfeito.

Claro que consegue. Só não quer.

Talvez esteja inseguro. Talvez tenha medo. Talvez tenha receio das críticas ou da rejeição.

Faça antes assim: dê o seu melhor. Depois afaste-se. Se um pouco mais de trabalho ajudar definitivamente a um resultado muito melhor, força.

Se mais trabalho não fizer uma grande diferença, que ninguém para além de se próprio notaria, deixe passar. Mais tarde pode fazer as melhorias que achar necessárias, já com base no feedback que for recebendo das únicas pessoas cuja opinião interessa: os seus clientes.

12. Não me sinto confortável a fazê-lo.

Eu fui criado para ser humilde e modesto, por isso odeio dizer que sou bom a qualquer coisa. Mas às vezes não tenho escolha; tirar partido de algumas oportunidades requer confiança a descrever as nossas capacidades, experiência e sucessos passados.

Se não se sente confortável a fazer alguma coisa porque isso vai contra os seus princípios éticos, não o faça.

Mas se não se sente confortável só porque fazer seja lá o que for o tira da sua zona de conforto, está a racionalizar demasiado.

E assim nunca será mais do que aquilo que já é.

13. Não encontro ninguém que entenda a minha ideia.

Oh, eles percebem: percebem que não presta.

As ideias verdadeiramente boas podem ser explicadas em poucas palavras. Os produtos verdadeiramente bons podem ser explicados em poucas palavras.

Quando, aparentemente, ninguém percebe o que explica, a única pessoa a não perceber é você. Abandone o seu orgulho, o seu plano, o seu “ponto de vista único” e tente perceber onde está a errar.

14. É demasiado difícil.

As viagens longas são difíceis.

Passos individuais são fáceis.

Digamos que se senta no seu sofá todo o dia e decide ir correr a maratona. Tem razão: é muito difícil. Mas pode sair, e ir correr uma volta ou duas. Ou pode andar só por uns quarteirões. Pode dar passos pequenos em direcção a um objectivo difícil.

E depois mais um. E depois mais outro.

Ou digamos que quer perder 30 quilos. É demasiado difícil. Mas pode comer uma refeição diferente. Ou pode fazer exercício.

Ou digamos que quer abrir o seu negócio. Pode ir ver possíveis localizações. Ou trabalhar no plano de negócios. Ou falar com potenciais fornecedores. Ou pedir conselhos a um mentor.

É impossível cumprir grandes objectivos de um momento para o outro, mas pode ir cumprindo pequenos passos, de cada vez, em direcção ao objectivo maior.

Se pensar no final de uma viagem e de tudo o que é necessário para lá chegar, nunca começará. Em vez disso, faça uma só coisa que o ajude a pôr-se à estrada. E depois vá andando.

Isso já consegue fazer.

15. Será demasiado embaraçoso se falhar.

Falhar em público pode ser embaraçoso, especialmente tendo em conta que algumas pessoas adoram aproveitar o azar e a desgraça de outras.

Essas são exactamente as mesmas pessoas que nunca se vão atrever a tentar algo por si próprias. Não se preocupe com elas.

Existe, no entanto, todo um outro grupo de pessoas, que o vai respeitar por ter tentado. Vão reconhecer o seu espírito dedicado. Vão sentir empatia. Vão encorajá-lo. Vão apoiá-lo. Vão saber como é tentar e falhar, e tentar de novo.

Porquê? Porque são as pessoas que vivem as suas vidas como querem e acham melhor.

Como você.”

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