Personal Branding, ou como desenvolver a “marca Eu”

Hoje em dia é um dado aceite por todos que vivemos num mundo dominado pela realidade de mercado. Acabámos ainda agora, no post anterior, de aplicar um método de análise de mercado para analisar a personalidade de um indivíduo, por exemplo. Por isso mesmo, fazer estes paralelismos entre o mercado e os recursos humanos acaba por funcionar, uma vez que são dois universos que estão intimamente relacionados, embora sejam muito diferentes na sua natureza.

O personal branding–ou o desenvolvimento da imagem pessoal como marca– é uma tendência que cada vez mais se torna importante e comum, numa realidade em que, quando nos aprensentamos em contexto de trabalho, interessa “vender” o que temos para dar e distinguirmo-nos do colega do lado.

O que é uma marca?

À medida que a concorrência cria infinitas escolhas, as empresas procuram formas de se relacionarem de forma emocional com o cliente, tornarem-se insubstituíveis, criar relações duradouras. Uma marca forte destaca-se no meio de um mercado sobrepovoado. As pessoas apaixonam-se por marcas, confiam nelas, e acreditam na sua superioridade. A forma como uma marca é percepcionada pelo público afecta o seu sucesso, independentemente de se tratar de uma start-up, uma associação sem fins lucrativos ou um produto.

Uma marca é, portanto, a identidade de uma determinada empresa, associação ou produto.

O que é branding?

Branding é a disciplina de desenvolvimento e construção da marca, para criar sensibilidade para a mesma no consumidor. Requer uma afinada capacidade de investimento no futuro. Em branding o que é importa é aproveitar toda e cada oportunidade para mostrar porque é que o público deve escolher a nossa marca e não qualquer outra.

E personal branding?

Trata-se, essencialmente, da forma como um indivíduo constrói a sua imagem ou reputação.

É muito mais importante do que um simples título de emprego: trata-se de uma visão holística dos nossos objectivos, paixões e valores e como estes se combinam em–e melhoram–algo que tenhamos a oferecer a um empregador. Na maior parte das vezes, o indivíduo que sabe o que o torna interessante e o que tem para dar é o indivíduo que se distingue entre os seus pares. Estas pessoas capitalizam as suas diferenças e utilizam-nas a seu favor.

Porque é que o personal branding é importante?

Como já foi dito, vivemos num mundo dominado pela realidade de mercado. Temos que nos saber distinguir como a Coca-Cola se quer distinguir da Pepsi. Temos que ser os melhores, ser interessantes, mostrar a quem nos interessa o que temos para dar e por que razão eles querem o que temos para dar. É aí que entra o personal branding.

Depois de termos analisado a nossa própria personalidade com a Análise SWOT, há que saber extrair desta a informação relevante. A nossa identidade não há-de passar por todo e cada pormenor que desvendámos nessa análise, embora cada um deles ajude a compor a “marca” de quem somos.

Mas de nada valerá a pena desenvolver todo este trabalho se não o pusermos no terreno. É importante reunir feedback do mercado, ou das nossas redes de contactos. Para tal, é importante recorrer ao networking, seja em redes profissionais, ou mais informais como amigos e familiares, ou até redes públicas desenvolvidas para este efeito.

Por fim, hoje em dia é praticamente impossível não estar presente no universo da internet. As redes sociais cresceram imenso nos últimos anos, e há cada vez mais exemplos de redes profissionais, onde podemos inscrever um perfil com o nosso currículo e as nossas qualidades. Os exemplos mais conhecidos são talvez o LinkedIn, a StartTracker, a TalentCity e muitas outras.

Na perspectiva do personal branding, é importante que se mantenha uma coerência de linguagem nas várias redes onde estivermos presentes, seja a nível de imagem ou de discurso, e é importante casar esta linguagem virtual com a nossa linguagem real, seja na nossa apresentação pessoal ou na nossa apresentação física, em suportes como cartões de visita, entre outros.

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