SdCV // A carta de apresentação

Existem ainda outras ferramentas, como as cartas de apresentação, que podem ser enviadas junto com os CV’s. Eis um artigo de Inês Menezes, no Guia do 1º Emprego de 2011, sobre a importância da carta de apresentação e algumas dicas para a boa construção da mesma.

A Carta de apresentação é um dos elementos mais importantes quando se envia o curriculo. É ela que vai transmitir a tua personalidade, bem como as razões que te levaram a candidatar a esse emprego. Ao escreveres a carta de apresentação deves ter presente que esta serve para personalizar a tua candidatura, valorizar o percurso profissional e, por  último, convencer os entrevistadores a marcar uma entrevista. Embora a maioria das cartas acabem por ser um resumo do CV onde os candidatos reforçam as suas competências, uma carta bem feita deve fazer a ligação entre o teu percurso profissional e as necessidades concretas da empresa.

Dicas para elaborar a carta de apresentação

Para personalizares a tua candidatura, deves incluir informação sobre:
– Porque é que a empresa te interessa.
– O que podes oferecer.
– O que a empresa e  tu podem fazer juntos.

Estas são as informações que qualquer recrutador gostaria de encontrar numa carta de motivação. No entanto, a ordem pode ser alterada, pois não existem regras definitivas. Alguns candidatos preferem começar por se apresentar, reforçando  o que já este escrito no currículo, que é uma informação bastante mais útil para o recrutador. Depois disso, é importante justificar as razões pelas quais a empresa te interessa, o que, se for bem feito, poderá tornar-se um ponto diferenciador, pois demonstra que perdeste tempo a estudar a empresa. Se a carta de apresentação se limita a repetir  o que  o currículo explica, os entrevistadores têm duas atitudes: se nem o CV nem a carta de apresentação forem muito interessantes, o mais certo é cair no esquecimento. Ou no lixo!

Dirige-te à pessoa  certa. Se não souberes o nome (embora hoje em dia esteja tudo na internet), como último recurso, endereça-a ao departamento de recursos humanos. Se estiveres a responder a um anúncio, menciona o mesmo e a função a que candidatas.

A  primeira frase é essencial para marcar a diferença. Tenta dar o teu cunho pessoal e destacares-te das centenas de currículos diários.  O tom de abertura da carta transmite a tua personalidade. Talvez possas começar assim: “Em resposta ao V. anúncio para recrutar um financeiro, penso ter as qualidades profissionais que correspondem ao perfil que procuram”.

Menciona as razões porque te candidatas. Explica porque gostarias de desenvolver competências na área a que te candidatas. Se souberes para que empresa te estás a candidatar, não te esqueças de mostrar que a conheces. Será sempre um ponto a teu favor.

Não te alongues. Os recrutadores não perdem muito tempo com a leitura da carta de apresentação. Para ser eficaz é necessário ser conciso. A carta deve ser curta e sem informação desnecessária. Três a quatro parágrafos são suficientes. As frases curtas e simples interpelam o leitor e transmitem uma imagem dinâmica.

Não exageres nem te desvalorizes e,  sobretudo… não mintas. Responde sempre pela positiva. Não digas, por exemplo, que não tens experiência em determinada área. Evidencia antes as tuas qualidades com objectividade sem demasiado sentido crítico. Podes sempre referir que gostas de novos desafios e que te adaptas com facilidade. A mentira acaba sempre por ser descoberta e não te beneficiaria.

Valem as mesmas regras para e-mail. Hoje há uma parte significativa dos currículos que seguem por e-mail e por isso as cartas transformaram-se em e-mails. Apesar do suporte ser diferente, as regras mantêm-se.

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