Faz+ // Balanço, ou Don’t Stop Me Now

O primeiro troço do caminho do Faz+ termina aqui.

Este é o momento em que nos assumimos de vez, largamos “as saias da mãe” e deixamos de ser um projecto académico. Daqui para a frente, vamos, também nós, construir uma equipa consistente e dar tudo o que temos, passar noites sem dormir e ajudar pessoas. Porque o Faz+ é sobre isso: identifiquei um problema, e esse problema era das pessoas.

Com o decorrer do projecto, ainda na sua fase embrionária–mesmo que já “na rua”–pude ter a experiência de chegar a pessoas que se identificaram com a causa do meu projecto e me pediram ajuda. Trabalhei com essas pessoas e esse trabalho teve resultados dos quais ainda espero retorno positivo.

O Projecto Seattle–o projecto académico maior, onde o Faz+ se enquadra–é todo ele sobre o impacto que o designer pode ter na sociedade que o rodeia. Decidi seguir as palavras e passos de Bruce Mau, exemplar designer e empreendedor social, e criar um projecto que não tenta deitar abaixo o sistema político/económico em que vivemos por “ir-acampar-à-porta-de-Wall-Street-a-gritar”, mas que se senta à mesa, planeia, pensa no problema, e tenta mudar o que está mal a partir de dentro. No final, em vez de destruir o sistema actual sem alternativas, teremos um sistema completamente novo, resultado de uma mudança sólida, gradual e consistente.

Então, o primeiro troço do caminho do Faz+ termina aqui. Mas o caminho, propriamente dito, continua. Um dos nomes que o projecto teve (antes de se chamar Faz+), foi inspirado numa conhecida canção dos Queen, que agora vos deixo, como última mensagem que resume não só o que ficou comigo depois deste percurso de trabalho com o projecto, como também o que pretendo que seja o futuro do mesmo:

“Don’t stop me now
I’m having such a good time
I’m having a ball
(…)
Don’t stop me now (‘Cause I’m having a good time)
I don’t wanna stop at all.”

Mariana Fernandes

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Fazer – Introdução

Eis o nível do Faz+ em que, tal como o nome indica, tudo se trata mais de abrir portas do que de dar lições. Neste nível apresentam-se apenas alguns possíveis próximos passos que cada um deve seguir por si, baseando-se no conhecimento de si próprio que adquiriu nos vários passos do programa.

A informação deste nível padece de um carácter muito menos definitivo, pelo que vai sendo sempre actualizada, aqui no blog ou no facebook do Faz+.

Empreendedorismo

Alguns homens vêem as coisas como são e perguntam: Porquê?
Eu sonho com as coisas que nunca foram e pergunto: Porque não?

Bernard Shaw

Para além das abordagens de mercado no sentido de melhorar o nosso perfil e superar a concorrência na procura de emprego, o Faz+ propõe ainda outra saída para o seu público: o empreendedorismo.

Muito se tem falado de empreendedorismo nos últimos tempos em Portugal, uma vez que tem crescido a consciência da população para esta realidade e muito se tem feito por parte de universidades e clubes de empreendedores para divulgar o que de melhor se faz nesta área no nosso país.

Empreendedorismo não é um emprego. Não se arranjam empregos na área do empreendedorismo. Um empreendedor é alguém que desenvolve projectos inovadores e disruptivos, que vão ao encontro de uma necessidade de mercado, que resolve um problema identificado por si ou não.

À primeira vista, pode parecer pouco adequado dizer a um desempregado para trabalhar num projecto que numa primeira fase de desenvolvimento e criação não terá retorno financeiro. No entanto, há várias formas de trabalhar neste tipo de projectos, e start-ups–nome dado às empresas recém criadas–raramente são projectos fulltime. Como já foi dito anteriormente, o que o Faz+ pretende é que se olhe para a situação do desemprego com outros olhos e, por isso mesmo, esta é mais uma alternativa para quem a quiser apanhar e tiver a atitude e disposição certas para tal. É preciso inovar e ter ideias, e quem já quis Fazer+ para chegar até aqui, pode dar mais um passo e arriscar, empreendedorismo é isso mesmo. Se as nossas ideias forem inovadoras, sólidas, e as soubermos defender com a paixão que merecem, alguém vai acreditar tanto nelas como nós. É assim que se formam equipas, que se conseguem mentores e investidores. É assim que se formam empresas.

A Análise SWOT Pessoal serviu para perceber o que queremos e temos para dar. Serve também para ajudar a perceber o que gostamos mesmo de fazer ou qual o nosso projecto de sonho. É exactamente nisso que temos que apostar.

Quantas vezes não pensámos que gostamos muito de fazer algo, “mas isto ficava mesmo bem era ‘assim’…”? Esses toques e retoques, essas ideias inovadoras, são normalmente o passo que falta dar para lançar um projecto de sucesso. Steve Jobs, por exemplo, não inventou um computador, mas pensou que talvez com um rato e uma interface gráfica, o utilizador ficasse mais satisfeito. Mark Zuckerberg não inventou as redes sociais, mas aperfeiçoou o que já existia nas outras e condensou-o na sua, criando o Facebook.

Inovação é isto mesmo. “Design thinking”.

SdCV // Balanço

Terminou aqui a Semana do CV.

Por nós, correu bem, contámos-te tudo o que sabemos e queríamos que aprendesses.
Queremos agora que nos dês o teu feedback, que nos digas o que aprendeste, se precisas de mais conselhos, ou de tirar alguma dúvida com que tenhas ficado.

Para isso, utiliza o contacto do Faz+, em faz.mais2012@gmail.com

Queremos ouvir-te desse lado. 🙂 Faz+!

Aprender – Introdução

Como saber o que queremos e temos para dar?

Como já foi referido no nível anterior, a situação de desemprego não é um momento fácil para ninguém. Ninguém escolhe estar desempregado–quem escolhe não se sente desempregado, acaba por se considerar noutra qualidade–e não é uma situação desejável. No entanto, é preciso arranjar uma solução. Por isso mesmo, achamos que há que olhar para este momento menos bom com outros olhos e aproveitá-lo como um momento de auto-melhoramento, uma oportunidade para descobrir aquilo em que somos realmente bons, o que temos para dar, o que queremos e somos realmente bons a fazer. O “Aprender” é sobre isto. Bem-vindos.

Vídeo // O que é o Faz+?

Eis mais um vídeo, desta vez num formato mais informativo, que nos tira as dúvidas todas sobre a plataforma e os seus objectivos.

Mesmo a tempo de se selarem intenções, uma vez que, em breve, entraremos na nossa fase “Aprender”, prontos para trabalhar. Vêm aí muitas coisas fantásticas, pessoas extraordinárias, novidades espectaculares.

Juntas-te a nós? 🙂

Uma rápida “wake up call”

Taxa de Desemprego de 2011

Já que estamos a começar, aproveito para deixar aqui a primeira verdadeira “wake up call”. Esta plataforma vai lidar com um problema: o desemprego. Então é preciso conhecê-lo, por dentro e por fora, nacional e internacionalmente.

Eis a posição relativa dos países europeus (quase todos) num ranking que diz respeito ao desemprego. É interessante verificar como as taxas flutuam dentro de cada país. Também será importante referir que o nosso país, não sendo o que está na melhor das situações, também não é o está na pior, e pode por isso mesmo dar o exemplo, salvando-se de um destino trágico antes de o atingir.

A análise original desta imagem pode ser encontrada no blog do seu autor, em Flute Thoughts.