Fazer // Empreendedorismo

Uma saída válida para quem quiser arriscar e seguir o seu sonho e ambição de desenvolver e criar os seus próprios projectos. Mais uma vez, não tens que ter uma ideia logo à partida para manteres esta hipótese em cima da mesa. Mantém a atitude empreendedora, a ideia, a equipa, a inovação, fazem parte do processo.

 

 

Perfil do empreendedor

1. São visionários – têm a visão de como será o futuro para o negócio e da sua vida, e o mais importante é que têm habilidade de implementar os seus sonhos.

2. Sabem tomar decisões – não se sentem inseguros, sabem tomar as decisões correctas na hora certa, principalmente nos momentos de adversidade, constituindo um factor chave para o seu sucesso. E mais, além de tomar decisões, implementam as suas acções rapidamente.

3. São indivíduos que fazem a diferença – os empreendedores transformam algo de difícil definição, uma ideia abstracta, em algo concreto, que funciona, transformando o que é possível em realidade. Sabem agregar valor aos serviços e produtos que colocam no mercado.

4. Sabem explorar ao máximo as oportunidades – para a maioria das pessoas as boas ideias são daqueles que as vêem primeiro, por sorte ou acaso. Em contrapartida, para os visionários (empreendedores), as boas ideias são geradas a partir de coisas que todos conseguem ver, mas que não identificam nada de prático para transformá-las em oportunidade, através de dados e informação. O empreendedor é um autêntico identificador de oportunidades, é curioso, criativo, e atento a informações, pois sabe que as suas alternativas melhoram quando o seu conhecimento aumenta, através da transformação de ideias em conhecimento.

5. São determinados e dinâmicos – eles implementam as suas acções com total comprometimento. Atropelam as adversidades, ultrapassam obstáculos, com uma vontade ímpar de “fazer acontecer”. Cultivam um inconformismo· com a rotina.

6. São dedicados – dedicam-se 24 horas por dia, 7 dias por semana, ao negócio. São trabalhadores exemplares, encontram energia para continuar, mesmo quando encontram problemas pela frente.

7. São optimistas e apaixonados pelo que fazem – adoram o seu trabalho, sendo esse amor, o principal combustível que os mantém cada vez mais animados e auto determinados, tornando-se os melhores vendedores dos seus produtos e serviços, pois sabem, como ninguém, como fazê-lo.

8. São independentes e constroem o seu próprio destino – normalmente querem estar à frente das mudanças e ser donos do próprio destino. Querem criar algo de novo e determinar os seus próprios passos, abrir os seus próprios caminhos.

9. São líderes e formadores de equipas – têm um senso de liderança incomum. São respeitados e adorados pelos seus pares, pois sabem valorizá-los, estimulá-los e recompensá-los, formando uma equipa em torno de si.

10. São bem relacionados (networking) – sabem construir uma rede de contactos que os auxiliam nos ambientes interno e externo da empresa, junto de clientes, fornecedores e entidades de classe.

11. São organizados – sabem obter e alocar os recursos materiais, humanos, tecnológicos, e financeiros, de forma racional, procurando o melhor desempenho para o negócio.

12. Planeiam, Planeiam, Planeiam – os empreendedores de sucesso planeiam cada passo, desde o primeiro rascunho do plano de negócios, até à apresentação do plano a superiores ou investidores, sempre com base numa forte visão de negócio que possuem.

13. Possuem conhecimento – têm avidez pelo saber e aprendem continuamente, pois sabem que quanto maior o domínio sobre um ramo de negócio, maior é a sua oportunidade de obter êxito, estão predispostos à aprendizagem contínua.

14. Assumem riscos calculados – é a característica mais conhecida dos empreendedores. O verdadeiro empreendedor é aquele que assume riscos calculados e sabe gerir o risco, avaliando as oportunidades de sucesso. Assumir riscos está directamente relacionado com desafios, que para o empreendedor, quanto maior é o desafio, mais estimulante será a jornada empreendedora.

15. Criam valor para a sociedade – os empreendedores utilizam o seu capital intelectual para criar valor para a sociedade, através da criação de emprego, dinamizando a economia e inovando, sempre utilizando a criatividade em busca de soluções para melhorar a vida das pessoas.

*in, Manual do Empreendedor do Instituto Politécnico de Leiria

Empreendedorismo

Alguns homens vêem as coisas como são e perguntam: Porquê?
Eu sonho com as coisas que nunca foram e pergunto: Porque não?

Bernard Shaw

Para além das abordagens de mercado no sentido de melhorar o nosso perfil e superar a concorrência na procura de emprego, o Faz+ propõe ainda outra saída para o seu público: o empreendedorismo.

Muito se tem falado de empreendedorismo nos últimos tempos em Portugal, uma vez que tem crescido a consciência da população para esta realidade e muito se tem feito por parte de universidades e clubes de empreendedores para divulgar o que de melhor se faz nesta área no nosso país.

Empreendedorismo não é um emprego. Não se arranjam empregos na área do empreendedorismo. Um empreendedor é alguém que desenvolve projectos inovadores e disruptivos, que vão ao encontro de uma necessidade de mercado, que resolve um problema identificado por si ou não.

À primeira vista, pode parecer pouco adequado dizer a um desempregado para trabalhar num projecto que numa primeira fase de desenvolvimento e criação não terá retorno financeiro. No entanto, há várias formas de trabalhar neste tipo de projectos, e start-ups–nome dado às empresas recém criadas–raramente são projectos fulltime. Como já foi dito anteriormente, o que o Faz+ pretende é que se olhe para a situação do desemprego com outros olhos e, por isso mesmo, esta é mais uma alternativa para quem a quiser apanhar e tiver a atitude e disposição certas para tal. É preciso inovar e ter ideias, e quem já quis Fazer+ para chegar até aqui, pode dar mais um passo e arriscar, empreendedorismo é isso mesmo. Se as nossas ideias forem inovadoras, sólidas, e as soubermos defender com a paixão que merecem, alguém vai acreditar tanto nelas como nós. É assim que se formam equipas, que se conseguem mentores e investidores. É assim que se formam empresas.

A Análise SWOT Pessoal serviu para perceber o que queremos e temos para dar. Serve também para ajudar a perceber o que gostamos mesmo de fazer ou qual o nosso projecto de sonho. É exactamente nisso que temos que apostar.

Quantas vezes não pensámos que gostamos muito de fazer algo, “mas isto ficava mesmo bem era ‘assim’…”? Esses toques e retoques, essas ideias inovadoras, são normalmente o passo que falta dar para lançar um projecto de sucesso. Steve Jobs, por exemplo, não inventou um computador, mas pensou que talvez com um rato e uma interface gráfica, o utilizador ficasse mais satisfeito. Mark Zuckerberg não inventou as redes sociais, mas aperfeiçoou o que já existia nas outras e condensou-o na sua, criando o Facebook.

Inovação é isto mesmo. “Design thinking”.

De que é que o Faz+ é feito?

Como qualquer projecto de natureza académica, o Faz+ sofreu influências de outros projectos já existentes, e neste caso específico, uma forte influência da sua parceria institucional, a NOVA Entrepreneurship Society. Serve este post para apresentar essas referências, que ajudam a contextualizar o projecto no panorama actual.

NOVA Entrepreneurship Society

A NOVA Entrepreneurship Society é uma organização sem fins lucrativos, fundada e gerida por estudantes universitários. Pretende estimular e formar os jovens para o empreendedorismo, incentivando-os a desenvolver uma atitude pro-activa e consciente.

“A Visão do NES é estabelecer-se como uma plataforma de criação de startups sustentáveis e competitivas, por alunos da UNL de formação académica complementar, e assim posicionar a NOVA como um centro de excelência na área do Empreendedorismo.

Os seus objectivos estão centrados na criação de Networking entre empreendedores de diversas formações académicas, promoção do Empreendedorismo entre a comunidade da NOVA, oferecer suporte às Startups e projectos dos membros do clube, e tirar vantagem do know-how dos membros mais experientes e Consultores.”

 

A génese do Faz+ deu-se no seguimento de um trabalho de projecto sobre empreendedorismo social, pelo que a aproximação à NES fez todo o sentido. Existe também a preocupação comum com o desenvolvimento de uma atitude pro-activa por parte da comunidade. Para além disso, o carácter pedagógico da NES—trata-se, mais do que tudo, de um clube universitário—reforça essa natureza pedagógica do Faz+.

 

Human Centered DesignO Human-Centered Design, ou Design Antropocêntrico, surge como referência metodológica para este projecto na medida em que se pretende que exista uma metodologia de concretização equiparável à metodologia projectual em design, e sempre com um foco de concentração nos interesses sociais em causa. É também a fórmula em que a IDEO, outra das referências, aposta para desenvolver o ser trabalho.

“Human-centered design is a process that has been used for decades to create new solutions to design challenges. The process helps people hear the needs of the people and communities they’re designing for, create innovative approaches to meet these needs, and deliver solutions that work in specific cultural and economic contexts. Centered in optimism and embracing constraints and complexity, the HCD process helps users ask the right questions. Ultimately, it can increase the speed and effectiveness of implementing solutions that have an impact on the lives of the people these solutions were designed for.”

 

A este projecto, o Faz+ vai beber a metodologia, a forma de agir. A organização em três passos, Ver, Aprender e Fazer, são também equivalentes aos passos do HCD.

 

OpenIDEOThe world in 2012 faces a stark reality; out of a global labour force of 3.3 billion, 200 million are unemployed. The situation is especially desperate for young people – 75 million are unemployed globally and, within the UK, over a million 16 to 24 year olds are currently looking for work. These dim prospects for youth sow the seeds for disengagement and apathy, continued social unrest and a challenging global economy.

Clearly, there are gaps: gaps between demand and supply; gaps in skills; gaps between geographies and gaps between opportunities and outcomes that all need addressing urgently. Nonetheless, despite these challenges, there are still reasons to be optimistic.

 

Trata-se de mais um projecto da IDEO. Desta vez, uma plataforma de inovação, na qual o projecto acima descrito se desenvolveu. Foi um desafio de natureza semelhante ao Faz+, e serviu de case study.

 

Design Thinking for EducatorsDesign Thinking is a mindset.
Design Thinking is the confidence that everyone can be part of creating a more desirable future, and a process to take action when faced with a difficult challenge. That kind of optimism is well needed in education.
Classrooms and schools across the world are facing design challenges every single day, from teacher feedback systems to daily schedules. Wherever they fall on the spectrum of scale—the challenges educators are confronted with are real, complex, and varied. And as such, they require new perspectives, new tools, and new approaches. Design Thinking is one of them.

 

Mais um projecto da IDEO. O Design Thinking for Educators é um desafio a professores de todas as salas de aula do mundo, para que utilizem o chamado design thinking method para dar as suas aulas e organizar a sua sala de aula. Uma vez que, no nosso dia-a-dia, nos deparamos com problemas de várias naturezas, o design thinking deve ser utilizado como método de resposta a esses problemas, e ensinado nas escolas, para que, desde cedo, se desenvolvam capacidades de pensamento inovador.
Mais uma vez, este foi um dos projectos que influenciou o Faz+ pela sua vertente pedagógica, mas também pela questão do design thinking em si, do qual voltaremos a falar nesta plataforma.

 

Sapana e Jagruthi MoovSapana é a palavra hindu para “sonho”. É assim que surge esta startup que se caracteriza como uma organização não-governamental cujo objectivo será promover acções de empowerment para comunidades, através de soluções inovadoras para a solução dos problemas que essas comunidades vivam. Para além do seu trabalho junto das pessoas, a Sapana também actua junto de empresas e organizações que estejam interessadas em melhorar ou optimizar o seu impacto a nível social. O mote desta organização é “We develop projects that we love and we do it with passion”.

Sobre a motivação que os leva a desenvolver este projecto, os fundadores da Sapana dizem:

Sometimes people need a push. No matter where. In countries like Portugal (our home country), young people are struggling with a serious unemployment problem, but in countries like India there are other problems such as serious gender equality issues that delay people’s lives. But everyone has qualities, skills and passions. They just need a push! The same applies to organizations. A large percentage of NGO ‘s, mainly in developing countries, despite having strong capacity, goals, funds and motivated teams, they suffer from basic structural failures that prevent them to achieve the desired impact in the community they are willing and can achieve.

SAPANA is focused on facing and correcting these failures, giving basic tools on economics, social, interpersonal, management and sustainability areas. Both for people and for social organizations.

 

Foi neste contexto que surgiu o Jagruthi Moov, o seu mais recente projecto.
O Jagruthi Moov—”Jagruthi” quer dizer “transformação”—tem por objectivo ser um movimento de sensibilização sobre temas da actualidade, especialmente junto do público jovem. A ideia é identificar os problemas com que as comunidades vivem e propor soluções eficazes e inovadoras. O primeiro problema tratado pelo Jagruthi Moov é o problema do desemprego jovem, uma realidade cada vez mais sentida em Portugal.

Este projecto está dividido em três fases: “Awake”, “Learn” e “Do”. Estes três momentos servem para guiar o público pelos passos a tomar para desenvolver um espírito pro-activo e empreendedor: primeiro, tomar consciência daquilo que pode ser feito para melhorar a comunidade em que se inserem; depois, aprender as ferramentas que pode usar para desenvolver essa atitude empreendedora; e por último, munir-se de recursos para levar projectos ou ideias para a frente.

Inicialmente, o Faz+ surgiu de um contacto próximo com o Jagruthi Moov. Tornou-se independente e ganhou a sua própria forma e percurso, mas a Sapana e o Jagruthi continuam a ser grandes referências, e muito do que é o Faz+, ganhou-o com o Jagruthi. Deste modo, é importante referi-los aqui, e ter em conta que sem eles o Faz+ não chegaria a ver a luz do dia.

 

So You Think You Can PitchO So You Think You Can Pitch é um concurso de pitches, ou seja, apresentações de ideias. A ideia é que cada candidato apresente o seu pitch, tanto para uma integração no mercado de trabalho existente como para uma ideia própria, potencialmente de criação de uma empresa.

Se te estás a perguntar sobre qual é a tua proposta de valor ao mercado e queres perceber o que podes fazer numa empresa, explorar novas oportunidades de carreira e novas formas de entrar em contacto com o mercado…

Se queres discutir a tua ideia e explorar novos ângulos de negócio com pessoas experientes, se estás à procura de parceiros ou investidores, se o que procuras são clientes para dar um empurrão à tua jovem empresa, inscreve-te!

 

No SYTYCP, os concorrentes não são apenas dirigidos para a vertente do empreendedorismo, mas também no sentido de aprenderem o que podem dar ao mercado de trabalho como empregados por conta de outrem. Interessa saber acrescentar valor ao mercado, seja em nome próprio ou integrado em empresas e projectos já existentes. A atitude do SYTYCP é precisamente a mesma que o Faz+ pretende transmitir ao seu público com esta plataforma.

E são estas as principais influências e referências para o Faz+. Conhece-os, inspira-te e prepara-te. Nos próximos dias virão os primeiros passos. Começaremos por “Ver”, muito em breve. Não te vais arrepender.